Avaliação Ética sobre o PNDH-3


Seminário Betel Brasileiro – Niterói/RJ

Curso: Bacharel em Teologia

2º Semestre/2010

Ética Cristã

Profª Marilene Zago




















Avaliação Ética sobre o PNDH-3


Ivanil Bousquet Agostinho
Danielle de Carvalho Monteiro



Novembro de 2010

Índice


O que é o PNDH-3 e o que ele pretende 3
Plano Nacional de Direitos Humanos ou Inumanos 5
Os que defendem o PNDH-3 o fazem com base em 6
Qual deve ser o posicionamento da Igreja de Cristo no que diz respeito à política? 8
Argumentação ética e teológica 10
Conclusão 20
Bibliografia 21

O que é o PNDH-3 e o que ele pretende


PNDH-3 é o Programa Nacional de Direitos Humanos aprovado por meio do decreto presidencial nº 7.037/2009 em 21 de dezembro de 2009. Esse programa substitui o PNDH-1 (1996) e o PNDH-2 (2002), ambos decretados pelo ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. O mesmo foi revisado em alguns pontos polêmicos (devido à reação de alguns setores da sociedade como a Igreja Católica e a imprensa) no decreto nº 7.177 de 12 de maio de 2010.
O PNDH-3 foi elaborado e é coordenado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos criada em 1997 e subordinada ao Ministério da Justiça. A mesma ganhou status de Ministério no início do governo Lula.
O PNDH-3 está estruturado em Diretrizes, Objetivos Estratégicos e Ações Programáticas.
Segundo informações oficiais, o PNDH-3 pretende implementar ações específicas relativas aos Direitos Humanos, visando a promoção da igualdade de direitos entre os cidadãos, em diversos segmentos da sociedade civil, conforme seus eixos orientadores e suas respectivas diretrizes, através dos Ministérios e Secretarias Especiais do Governo Federal.
Apesar do PNDH-3 possuir pontos positivos e relevantes para a sociedade, tais como os citados abaixo...
Erradicar o trabalho infantil, bem como todas as formas de violência e exploração sexual de crianças e adolescentes nas cadeias produtivas, com base em códigos de conduta e no Estatuto da Criança e do Adolescente.” Diretriz 4, Objetivo Estratégico I, Ação programática h (pág. 38)
Garantir pesquisa e programas voltados à agricultura familiar e pesca artesanal, com base nos princípios da agroecologia.” Diretriz 4, Objetivo Estratégico II, Ação programática c (pág. 40)
Combater a pornografia infanto-juvenil na Internet, por meio do fortalecimento do Hot Line Federal e da difusão de procedimentos de navegação segura para crianças, adolescentes, famílias e educadores.” Diretriz 4, Objetivo Estratégico IV, Ação programática f (pág. 82)
...Há, contudo, diversos pontos polêmicos em que são observados direitos a certos grupos minoritários em detrimento dos direitos da maioria da população que, sem perceber, (visto que a grande maioria da sociedade é desinformada a respeito do PNDH-3), os perde. Princípios morais e éticos, principalmente da família, são gravemente desrespeitados por este programa, que vale a pena lembrar, já está em plena vigência com o objetivo de cumprir gradativamente seus propósitos escusos, disfarçados em meio a boas ações, como as citadas acima, mas que de fato, as ações que mais interessam e mais ganham urgência de implementação são aquelas que ferem princípios éticos, cristãos, e principalmente, bíblicos, visando instaurar não uma democracia como afirma o PNDH-3, mas uma ditadura em que uma minoria (totalmente descomprometida com Deus e sua Palavra, evidentemente) estabelece suas vontades sobre a maioria, ou seja, justamente o inverso daquilo que deve ser uma democracia (governo do povo).
"Tenho reiterado que um momento muito importante de nosso mandato foi a realização da 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, travestis e transexuais, em 2008, marco histórico na caminhada para construirmos um país sem qualquer tipo de intolerância homofóbica." Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República (PNDH-3, página 12)


Declarações como esta, do governante máximo do país, mostram o tipo de proposta de um governo que aprovou este plano por decreto em uma data, no mínimo, suspeita: num final de ano em que a população de um modo geral está voltada para as festas de fim de ano e tanto o Legislativo como o Judiciário estão em recesso. Fica muito claro qual a intenção em aprovar o PNDH-3 numa época desta: A de passar totalmente desapercebida pela sociedade.


Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão.” Isaías 10:1


Plano Nacional de Direitos Humanos ou Inumanos

Plano Nacional de Direitos Humanos quando os direitos defendidos não ferem os direitos da sociedade como um todo, como:
  1. o direito da liberdade de expressão (de se posicionar contra o homossexualismo, de poder praticar sua fé, etc.)
  2. o direito à vida (do feto – que não é uma extensão do corpo da mulher, mas sim uma vida!) e quando não distorcem valores elementares da família que é a base da sociedade.
c) o direito da propriedade privada

Plano Nacional de Direitos Inumanos quando o que se pretende é institucionalizar:
  1. a sodomia (PLC 122/06);
  2. o aborto;
  3. a perda do direito dos pais de educarem seus filhos com correções (sem violência, é claro);
  4. a baderna através de movimentos dito sociais

Os que defendem o PNDH-3 o fazem com base em...

Os defensores do PNDH-3 baseiam seus argumentos na tese de que é preciso combater desigualdades em todos os aspectos sociais, bem como eliminar da sociedade todo e qualquer tipo de preconceito (segundo a sua visão), remover estereótipos e com isso, tornar a sociedade igualitária.
O respeito, defendido pelo PNDH-3, às diferenças étnico-raciais, etárias e de pessoas com deficiência são, na verdade, camuflagens que escondem os reais propósitos do programa, que são o de fazer com que a sociedade aceite como normais, desvios de comportamento e personalidade de indivíduos, que são os maiores interessados no êxito do PNDH-3.
Para conseguir a aprovação (moral e ética) por parte da sociedade de que é preciso reconhecer, em outras palavras, aceitar, que um desvio de personalidade e comportamento como a prática homossexual, na verdade, é identidade e orientação sexual, temos visto nos últimos anos uma grande propaganda falaciosa em torno de uma palavra, até então, desconhecida, mas que agora está em foco na imprensa, nas ações governamentais, e infelizmente, até nas escolas, que é homofobia, nome dado ao “preconceito”, ou melhor, a não aceitação da prática homossexual como um comportamento normal. Com base nessa palavra, que tem sido grandemente veiculada nos meios de comunicação, há toda uma campanha mentirosa para mostrar que o grupo denominado LGBT (Lésbicas, gays, bissexuais e travestis) são vítimas constantes de ataques de violência e discriminação, está a todo instante na TV, rádio, jornais, revistas e na internet. Como disse o ministro da propaganda nazista de Hittler na 2ª guerra mundial, Joseph Goebbels: “Uma mentira dita cem vezes, torna-se uma verdade”. Com base nesta linha de raciocínio, o Partido Nazista conseguiu convencer o povo alemão que havia vários inimigos que deveriam ser combatidos (principalmente o povo judeu) e exterminados todos os que tinham posicionamento contrário aos seus ideais. A história se repete!
Uma das principais alegações dos defensores do PNDH-3, nos seus pontos mais polêmicos, é a de que grupos minoritários (homossexuais e prostitutas) são discriminados e vítimas de preconceitos, e principalmente, de violência. Sabemos, porém, que esses grupos, na verdade, é que são extremamente violentos quando contrariados. No ano de 2009, no cruzamento da Avenida Chile com a Rua do Lavradio, no centro do Rio de Janeiro, um homem estava caído, sangrando, aparentemente atingido por facadas ou algum outro objeto cortante; testemunhas viram travestis se aproximarem e dizerem: “Esse cara ainda não morreu?”. Fatos como esses não são noticiados. Concluímos, portanto, que toda essa propaganda do governo e da mídia é totalmente tendenciosa.
Outra alegação é que o aborto é um tema de saúde pública (conforme alteração da ação que visava propor projeto de lei para descriminalização, ou seja, legalização do aborto), onde várias mulheres morrem anualmente por falta de atendimento médico adequado, por complicações em decorrência do aborto feito em clínicas clandestinas ou por procedimento caseiros. Porém nenhuma mulher que busca auxílio médico nessas condições (após ter realizado o aborto) deixa de receber atendimento seja na rede pública de saúde ou na particular. O que se pretende é defender o “direito” da mulher em se livrar de uma vida (que muitos alegam ser apenas uma extensão do corpo da mulher) indesejada que não pediu para ser gerada. E onde fica o direito que o feto tem de viver?
Podemos deixar algumas perguntas para reflexão:
  1. Se alguma pessoa, seja quem for, sofrer qualquer tipo de violência, já não existe um código penal para punir o agressor?
  2. Se os principais defensores do PNDH-3 podem se expressar contra aqueles que não aceitam as práticas imorais defendidas por eles, por que aqueles que prezam pela moral, pela família (como ela é de fato constituída, por um homem e por uma mulher, e filhos) não podem se posicionar contra a imoralidade?
  3. Chamar alguém de “homofóbico” simplesmente pelo fato de não concordar com a prática homossexual, com a união civil entre pessoas do mesmo sexo, com a adoção de crianças por casais dito “homoafetivos”, não é um preconceito?
  4. Se a Constituição garante, no artigo 5º, parágrafo IV, que “é livre a manifestação do pensamento”, por que o PLC 122/06 que foi aprovado na Câmara dos Deputados e tramita no Senado, pretende criminalizar a homofobia, ou melhor, tratar como criminoso aquele que se manifestar (conforme direito constitucional) contrário à prática homossexual?


E, como eles não se importaram em ter conhecimento de Deus, ele os entregou a um sentimento pervertido, para fazerem coisas inconvenientes. Estão cheios de toda iniqüidade, prostituição, malícia, inveja, homicídio, contenda, engano e malignidade. São murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; são néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia. Embora tenham conhecimento da justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam
Rom 1:28-32 (grifos meus)




Qual deve ser o posicionamento da Igreja de Cristo no que diz respeito à política?

Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.” Mat 5:13-14 (grifos meus)

Quando o Senhor Jesus proferiu essas palavras a respeito dos seus discípulos, portanto, à sua igreja, Ele estava mostrando que aqueles que lhe seguem não poderão, em absoluto, ter uma passagem apagada neste mundo, mas ser sal e luz neste mundo mau.

Ser sal é dar sabor, é temperar, é fazer toda a diferença, mas o que temos visto hoje é que muitos não tem “salgado” como devia, e por isso, são “pisados” pelos homens. Vejamos o caso em que dois deputados do Distrito Federal são gravados “orando” em “agradecimento” pela propina recebida em 2009. E tantos outros casos em que líderes evangélicos se envolvem com a política com um discurso de que é necessário os evangélicos terem representação política, mas que na prática, se veem comprometidos com esquemas, que na maioria dos casos, visa seu próprio favorecimento. É necessária, sim, uma representação verdadeiramente comprometida com o Evangelho do Senhor Jesus, para fazer a diferença, tanto para aprovação de leis que favoreçam não só o povo evangélico, mas a sociedade em geral, e principalmente, para garantir a liberdade religiosa que ainda gozamos e para impedir que projetos como o PLC 122/06, que torna crime toda e qualquer manifestação contrária à prática homossexual, sejam aprovados.

Ser luz é fazer com que olhos sejam abertos em meio às trevas, é iluminar a nossa cidade, o nosso estado, a nossa nação. Vejamos a tabela abaixo com o número de evangélicos no país de 1970 a 2000, conforme os censos do IBGE.

Ano
População Total
Evangélicos
Percentual
1970
93.139.037
4.814.728
5,17%
1980
119.002.706
7.885.846
6,62%
1991
146.825.475
13.189.284
8,98%
2000
169.872.856
26.184.941
15,41%
Fonte: IBGE

As estimativas apontam para 30 milhões de evangélicos em 2010. Se o número de evangélicos é tão expressivo, por que não fazemos a diferença nesta geração? A igreja de Cristo deve se posicionar na política com as seguintes ações:

  1. Orar pelas autoridades constituídas
Admosto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;
Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador” I Tim 2:1-3
  1. Escolher melhor seus candidatos nas eleições
Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme.” Pv 29:2
  1. Estar informado e informar os outros sobre questões políticas, principalmente as que podem afetar a nossa tranqüilidade
Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimentoPv 3:13
  1. Cumprir os deveres como cidadãos
Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.” Rom 13:1-7






Argumentação ética e teológica

Serão analisadas, com base na Ética geral, e principalmente, à luz das Sagradas Escrituras, três ações programáticas específicas do PNDH-3.
Diretriz 10: Garantia da igualdade na diversidade.
Objetivo estratégico I:
Afirmação da diversidade para construção de uma sociedade igualitária.
Ações programáticas:
a)Realizar campanhas e ações educativas para desconstrução de estereótipos relacionados com diferenças étnico-raciais, etárias, de identidade e orientação sexual, de pessoas com deficiência, ou segmentos profissionais socialmente discriminados.
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República; Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República; Ministério da Cultura.
(grifos meus)
Análise Ética
A Constituição Brasileira de 1988 no artigo 5º diz: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...”. (grifos meus)
Se a Carta Magna do país já afirma que perante a lei, todos são iguais, ou seja, possuem os mesmos direitos e deveres, então por que o texto supracitado do PNDH-3 fala de uma sociedade igualitária? Igualitária em que sentido, uma vez que a Constituição já garante que todos são iguais perante a lei? Na alínea a do item “Ações programáticas” vemos um item chamado “identidade e orientação sexual” o qual, segundo determina a ação, deve ser alvo de “campanhas e ações educativas para desconstrução de estereótipos”. Fica claro o propósito desta ação: Desconstruir, ou seja, remover, romper com todos os conceitos tradicionais da sociedade no que diz respeito à relação natural e normal entre homem e mulher, da família constituída por pai (homem) e mãe (mulher), e por conseqüência natural reprodutiva, dos filhos.
Quando se fala de campanhas, fica claro que se trata esforços coordenados para se conseguir tais objetivos. Quando se fala de ações educativas, a situação é mais preocupante, pois mostra que o alvo principal de tais ações serão crianças, adolescentes e jovens, que sofrerão, ou melhor, já tem sofrido por parte, principalmente da mídia, grande “bombardeio” de propagandas pró-homossexualismo, seja em novelas, filmes, até em desenhos animados como, por exemplo, “Bob Esponja” e “Teletubbies” em que um personagem (tido como um menino) se vestia de saia e usava bolsas femininas. É importante observar, porém que quando a propaganda de inversão de valores está na televisão, os pais ainda podem ter controle (os que ainda tem) sobre o que os filhos devem ou não assistir, mas quando se fala de campanhas e ações “educativas” partindo do próprio governo, é difícil saber onde isso vai parar e os estragos que isso certamente fará nas próximas gerações.
Paradas gays, dia do “beijaço” gay já fazem parte do calendário de várias cidades brasileiras. Vivemos numa geração com valores totalmente invertidos, tanto que muitos vêem essas manifestações pró-homossexualismo como absolutamente normais.
Se conforme a Constituição, todos tem direito à liberdade, e se as pessoas do grupo chamado LGBT (Lésbicas, gays, homossexuais e travestis) tem direito à manifestações públicas daquilo que eles defendem como certo, por que aqueles que são contra tais práticas não tem o direito de se manifestar? Se os pais de uma criança forem contra a exibição de uma palestra ou de uma “aula” audiovisual com a temática pró-homossexual na escola de seu filho, serão taxados de retrógados, de preconceituosos.
Para concluir, no mesmo artigo 5º da Constituição Brasileira, vejamos o que diz o parágrafo IV:
é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”
É preciso que a sociedade que preza por valores tradicionais e morais da família brasileira, exerça esse direito que a própria Constituição nos garante de ter liberdade de se expressar e começar a agir, antes de seja tarde demais.
O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” Martin Luther King


Análise Teológica
Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” Is 5:20
O texto no profeta Isaías é claro em mostrar que Deus não tolera aqueles que invertem valores. Deus, em sua obra criadora, fez cada coisa no seu devido lugar e nada Ele fez sem um propósito bem definido. No relato da criação a primeira coisa que Deus traz à existência no mundo é a luz: “E disse Deus: Haja luz. E houve luz.” Gen 1:3. Não obstante ter criado a luz, Ele fez também separação entre a luz e as trevas: “E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.” Gen 1:4. Ficava claro aqui que para Deus a luz a as trevas jamais poderiam se misturar ( “E que comunhão tem a luz com as trevas?” II Cor 6:14b ), e o texto não se refere à separação entre dia e noite com os luminares (sol e lua) que só foram criados no quarto dia, mas uma separação total e irrestrita entre a luz e as trevas ( “E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.” I Jo 1:5 ).
Após Deus ter criado todas as coisas: o sol, a lua, a terra seca, a fauna e a flora, Ele cria o homem no sexto dia como coroa de sua criação para que esta lhe estivesse sujeita, mas Deus viu que o homem não poderia viver sozinho e sua tarefa não poderia ser cumprida se não estivesse acompanhado ( “E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.” Gen 2:18 ). Podemos nos perguntar: Mas Deus não estava com Adão? Não tinha Ele comunhão com o homem? Sim, mas Deus mostra o seu propósito de, a partir da criação da mulher da costela de Adão, povoar toda a terra com a raça humana ( “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.” Gen 1:28 ).
É criada, então, a primeira instituição da humanidade, pelo próprio Deus: A família. ( “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” Gen 2:24 ). E esta instituição vem sendo perseguida pelo diabo desde o Éden quando ele consegue induzir a mulher a desobedecer a ordem divina de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, a qual também seu marido comeu, e toda a humanidade e toda a criação sofreu com essa desobediência.
E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos e abrolhos também te produzirá; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.” Gen 3:16-19
E como isso começou? Com uma inversão de valores, uma inversão de ideias propostas pela serpente, o diabo que é o pai da mentira: “E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.“ Gen 3:2-4
Deus disse: “Certamente morrereis”, o inimigo disse: “Certamente não morrereis”.
O pecado da homossexualidade é, certamente, um dos mais abomináveis a Deus ( “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.” Lev 18:22 ) porque deturpa a criação original de Deus ( “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gen 1:27 ), bem como seus propósitos de perpetuar a raça humana, pois é evidente que uma pessoa só pode nascer da relação natural entre um homem e uma mulher. É fato que esse pecado é bastante antigo: vejamos a destruição de Sodoma, Gomorra e as cidades circunvizinhas pela ira divina ( “Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o SENHOR.” Gen 13:13 – “Então o SENHOR fez chover enxofre e fogo, do SENHOR desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra. E destruiu aquelas cidades e toda aquela campina, e todos os moradores” Gen 19:24-25 ), uma pequena mostra da ira futura de Deus que cairá sobre todos aqueles que praticam a iniquidade ( “Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo.” Mal 4:1 ).
O que havia em Sodoma, e mais tarde também na cultura grega e romana, era uma institucionalização da homossexualidade que era considerada por essas sociedades como algo normal. Quando isto, ou seja, a normalização da iniquidade se estabelece, certamente aquela sociedade não ficará impune. ( “Por isso a terra está contaminada; e eu visito a sua iniqüidade, e a terra vomita os seus moradores.” Lv 18:25 ). O texto em questão está no mesmo contexto em que Deus adverte o povo hebreu a não praticar os mesmos atos dos cananeus, ou seja, homossexualismo e relações sexuais com animais ( Lv 18:22-23 ).
O que temos visto na sociedade moderna é uma volta às práticas abomináveis dessas sociedades, desses povos, que todos, sem exceção, receberam o justo juízo de Deus.
Na sociedade romana, como já citado, era comum a prática homossexual. O que leva o apóstolo Paulo, em sua carta à igreja em Roma, escrever o seguinte:
Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.
Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.” Rom 1:21-27
O texto em Romanos citado acima retrata muito bem o que estamos vivendo na sociedade pós-moderna: O desprezo e a inversão dos valores de Deus: “pois mudaram a verdade de Deus em mentira”. O relativismo onde nenhuma verdade é considerada como absoluta, mas tudo depende da ótica de quem vê. Porém o Senhor Jesus em sua oração sacerdotal pelos discípulos em João 17:17 declarou: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. A palavra de Deus é a única verdade, verdade esta encarnada em Jesus, como Deus Filho: “Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim” Jo 14:6.
O mundo hoje vive aquilo que Jesus profetizou quando falava com os discípulos sobre os tempos do fim: “e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” Mat 24:12. O que é pretendido quando se fala em realizar campanhas e ações “educativas” nada mais é do que o esforço em não se contentar em viver somente a sua iniquidade, mas de multiplicá-la, ou seja, de disseminar cada vez mais o pecado.
O momento para a igreja é de estar firme na Rocha Eterna que é Jesus, buscando a cada dia a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, pois no último capítulo do último livro da Bíblia, o Apocalipse, Deus mostra categorias de pessoas diferentes que seguirão firmes nos seus propósitos: “Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.” Ap 22:11. Que os que estão se sujando no lamaçal do pecado e os que estão praticando a injustiça, estão fazendo isso com intensidade cada vez maior, é um fato notório e profético, ou seja, é necessário que se cumpra. A posição da igreja deve ser, portanto, com a mesma ou talvez maior intensidade, praticar a justiça e se santificar, pois sabemos que quando o cálice da ira de Deus se encher, essa ira será derramada sobre todo aquele que pratica a iniquidade, mas nós aguardamos o raiar de um novo dia, quando o sol da justiça nascerá para aqueles que amam o Senhor e aguardam a sua vinda.


Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça.” Rom 1:18 (grifos meus)
e esperardes dos céus a seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira vindoura.” I Ts 1:10 (grifos meus)






Diretriz 19: Fortalecimento dos princípios da democracia e dos Direitos Humanos nos sistemas de educação básica, nas instituições de ensino superior e outras instituições formadoras.
Objetivo Estratégico I:
Inclusão da temática de Educação e Cultura em Direitos Humanos nas escolas de educação básica e em outras instituições formadoras.
Ações Programáticas:
a)Estabelecer diretrizes curriculares para todos os níveis e modalidades de ensino da educação básica para a inclusão da temática de educação e cultura em Direitos Humanos, promovendo o reconhecimento e o respeito das diversidades de gênero, orientação sexual, identidade de gênero, geracional, étnico-racial, religiosa, com educação igualitária, não discriminatória e democrática.
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Educação; Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
(grifos meus)
Análise Ética
No portal do MEC, podemos ver nos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (1ª A 4ª SÉRIE) de 1997 (isto mesmo: 1997!), ou seja para CRIANÇAS ENTRE 7 E 10 ANOS DE IDADE, o mostrado abaixo:
“O trabalho de Orientação Sexual visa propiciar aos jovens a possibilidade do exercício de sua sexualidade de forma responsável e prazerosa. Seu desenvolvimento deve oferecer critérios para o discernimento de comportamentos ligados à sexualidade que demandam privacidade e intimidade, assim como reconhecimento das manifestações de sexualidade passíveis de serem expressas na escola.” (pág 24)
A discussão sobre gênero propicia o questionamento de papéis rigidamente estabelecidos a homens e mulheres na sociedade, a valorização de cada um e a flexibilização desses papéis.” (pág 24)
Fonte: portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro081.pdf


Trecho do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para o ano de 2011:
Tendo em conta o caráter educativo do ensino e aprendizagem de Língua Estrangeira no contexto focalizado aqui, valoriza-se particularmente o enfoque intercultural e a exposição à diversidade, à heterogeneidade constitutiva das línguas e culturas. Assim, espera-se que, nas coleções, sejam abordadas, sem o uso de estereótipos e de preconceitos, temáticas e situações que representem os legados sócio-culturais (folclore, canções, produções artísticas e artesanais diversas, culinária etc.) de:
· diversos territórios, espaços e momentos relacionados aos povos que falam essa língua estrangeira;
· diferentes grupos sociais, étnico-raciais e etários, diferentes gêneros, orientações sexuais, condições físicas etc.”
Fonte: www.abrale.com.br (pesquisa feita em 18/11/2010)


É estarrecedor ver como há toda uma máquina do governo, sustentada pelos impostos dos cidadãos, é utilizada com os propósitos mais obscuros possíveis, transmitir a crianças na faixa etária de 7 a 10 anos, assuntos que despertarão nos mesmos, de forma prematura, a sexualidade e a promiscuidade.
O mesmo governo que define a faixa etária apropriada para os programas de televisão e que diz que é preciso combater a pedofilia, traz ao ambiente escolar (onde os pais não estão presentes) assuntos que nem de longe tem um caráter infantil, mas esses mesmos assuntos tendenciosos querem formar mentes em processo de formação do caráter e da personalidade, toda uma ideia de normalidade daquilo que é contrário à natureza.
Crianças nesta idade não possuem defesa psicológica para resistir a tais cargas de “educação”. E como a maioria dos pais está tão atarefado com os deveres diários que não tem tempo de perceber o que se passa na mente de seus filhos, e muitos nem sequer se interessam em saber o que eles estão aprendendo na escola, o que facilita ainda mais a absorção de valores distorcidos por parte da criança.


Análise Teológica
Em certa ocasião, quando crianças procuravam estar com Jesus, vê-lo, falar com ele, e seus discípulos as impediam. “Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: “Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque de tais é o reino de Deus.” Mc 10:14.
A afirmação de Jesus mostra como Deus vê as crianças, como seres puros, cheios de inocência e simplicidade, a ponto de afirmar que o reino de Deus é das crianças. O que ele queria dizer com isto, vemos uma explanação melhor em Mat 18:3: “e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.”. Neste mesmo contexto em que Jesus havia colocado no meio dos discípulos uma criança, ele diz algo que nos faz ter absoluta certeza de que aqueles que, por meio da educação, ao invés de ensinar o que é reto, ensinam o que é impuro, lançando, dessa maneira, tropeços aos pequeninos.
Qualquer, porém, que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos tropeços! pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço vier!” Mat 18:6-7
O texto sagrado não deixa dúvidas quanto ao cuidado de Deus para com as crianças. Quando um programa como o PNDH-3 propõe ensinar a crianças desvios de conduta como aceitáveis, certamente um tropeço está sendo colocado em seu caminho, e Deus não tomará essas pessoas por inocentes. Foi Jesus quem afirmou isto.
Contudo, mesmo em meio a esse quadro que ora se desenha com leis como essas, se as crianças que não conhecem a Jesus, receberem a mensagem do Evangelho e se as crianças que servem a Deus com seus pais, forem devidamente instruídas conforme Pv 22:6 “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”, sabemos que a Palavra de Deus é fiel e verdadeira; essas crianças instruídas à luz das Escrituras Sagradas, mesmo crescendo numa geração má e corrompida, não se desviarão dos princípios da Palavra e serão luz em meio à trevas: “a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.” Jo 1:5
Que a igreja, os pastores, os líderes de departamentos de ensino, que os professores e professoras de Escola Bíblica Dominical, e principalmente os pais, possam se esmerar cada vez mais no ensino da Palavra para as nossas crianças e adolescentes, para que quando esta geração passar, as crianças e adolescentes de hoje, que serão os adultos de amanhã, serão os pastores, os líderes, os professores da próxima geração, estejam firmados na Palavra e prontos para toda boa obra.
É preciso seguir o conselho do Senhor em Dt 6:6-9 “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas” para que possamos ter a marca do sangue do Cordeiro em nossas casas. Assim, o destruidor não entrará! Aleluia ao Senhor Deus!


Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários para fazeres calar o inimigo e vingador.” Salmo 8:2



Diretriz 9: Combate às desigualdades estruturais.
Objetivo estratégico V:
Garantia do respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero.
Ações programáticas:
c)Promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos.
Responsáveis: Ministério da Justiça; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.
(grifos meus)
Análise Ética
O termo “homoafetivos” foi criado pela desembargadora Maria Berenice Dias, do Rio Grande do Sul. Seguem alguns trechos de uma entrevista dada à Revista Justilex em fevereiro de 2005:
Por qual motivo a senhora resolveu se dedicar a questões ligadas às uniões homoafetivas?
Maria Berenice Dias - O termo homoafetivo fui eu quem criei, é um neologismo. Ao lidar com o Direito de Família, me dei conta de que não havia norma regulando as uniões de pessoas do mesmo sexo. Levei um choque, pois vi que elas não eram julgadas pelas Varas de Família. No máximo, equiparam a união homoafetiva à sociedade de fato.”
Desta forma, criei o termo homoafetivo, pois o termo homossexual é estigmatizado”

De fato, vemos que o conceito de família tradicional (e bíblica) está gravemente abalado. Os termos são modificados para ludibriar a sociedade tradicional, que em geral não concorda com essas práticas.
Há quem afirme que uma criança convivendo numa “família” cuja base é a união entre duas pessoas do mesmo sexo, não influencia a criança e adolescente quanto à sexualidade, entretanto a psicologia mostra que a maneira de viver de uma família, principalmente dos responsáveis, tem grande influência sobre a formação do caráter de uma criança/adolescente e terão um fator determinante sobre o tipo de adulto que elas serão no futuro.

Não satisfeitos com todas as distorções do governo em relação a dignidade, ele ainda propõe a adoção de crianças por casais homossexuais e recomenda que o legislativo venha favorecer tal prática, imagine a confusão na cabeça de uma criança que vive com pessoas do mesmo sexo que se relacionam sexualmente, que educação ou orientação elas terão? O governo não se preocupou sequer com a saúde mental das crianças e seu bem estar. O abandono de criança é um problema? É! Mas não podemos achar que isso tem que se resolver da maneira mais fácil. É como se fossemos resolver o problema dos mendigos colocando-os apenas dentro de uma casa e se se livrando do peso na consciência. E, a comida, a bebida e o essencial para a sobrevivência? Tem que se criar toda uma estrutura real, verdadeira e, sobretudo saudável, não é adotando crianças a casais homossexuais que estaremos dando uma vida digna para ela. Queria achar que este decreto tivesse sido escrito por loucos, mas isso é uma maldade contra aqueles que possuem algum tipo de distúrbio mental, porque eu estaria os chamando de diabólicos, e eles isso não são. O presidente Lula agiu com seus membros com a maldade diabólica e anticristã.”
http://danielcneves.wordpress.com/decreto-de-lei-7-037-pndh-3/
O que será de nossas crianças? Desconstrução da “heteronormatividade”
Querem levar nossas crianças a aceitar o anti-natural!”
(por Daniel Martins dfsmartins@gmail.com)

Quando vamos educar nossos filhos, uma das coisas primordiais é mostrar o que é certo e o que é errado. A educação dos filhos depende de coisas elementares, como o convívio entre os irmãos, a limpeza, o vocabulário, etc. Há outras coisas que nem é preciso ensinar, pois estão na própria natureza humana. Uma delas é a diferença entre homens e mulheres. Outra é o fato de que o homem só se casa com uma mulher, e que uma mulher só se casa com um homem!
O PNDH-3 e o Governo chamam essas evidências de “heteronormatividade”. Para eles, isso é produto de uma sociedade “discriminatória”. Como chamar de “discriminatório” a própria ordem natural das coisas? Como chamar de “discriminatório” ao próprio Deus, que assim dispôs, na sua infinita Sabedoria?
O PNDH-3 não só critica a “heteronormatividade”, mas quer criar um sistema de informação e educação para “desconstruir” essa noção natural da sociedade. Para onde isso nos levará? Sodoma e Gomorra…”
http://www.ipco.org.br/home/pndh-3
Análise Teológica
Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus, no seu lugar santo.” Salmo 68:5

A Palavra de Deus mostra com clareza a preocupação e o cuidado de Deus para com os órfãos e as viúvas. O texto acima nos diz que Deus é Pai dos órfãos. Ora, se Deus é Pai dos órfãos, fica evidente que estes não estão desamparados. Mas alguém poderá dizer: “Não há tantos maus tratos aos órfãos, nos abrigos, nas ruas, etc.?”. Sim, os maus tratos partem dos homens, não de Deus. De Deus vem a justiça e equidade, dos homens a injustiça e a iniquidade. O Salmo 68 continua afirmando:

Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca.” Salmo 68:6

Deus faz com que o solitário viva em família. Família em sua essência, assim como Deus a instituiu no Éden, não uma pseudo família criada para atender os padrões defendidos por uma minoria homossexual.
Decidir o futuro de uma criança com base num argumento de que o que realmente importa é o afeto e o “amor” que a criança irá receber, mostra claramente todo o relativismo sobre a palavra “amor”.
Não removas os limites antigos nem entres nos campos dos órfãos” Pv 23:10
Querem remover limites antigos, ou seja, remover os valores morais e éticos que são a base da família e da sociedade para instituir o anormal como normal. Quando o texto fala de que não se deve entrar nos campos dos órfãos, entendemos que Deus vela pelo direito dos órfãos de não sofrerem com a opressão de terem de conviver diariamente com a iniquidade, de ter uma verdadeira confusão mental, de não saber mais o que é certo e o que é errado, de ter que conviver com o escárnio dos colegas de escola e vizinhos. Certamente Deus não deixará impunes tanto os homossexuais que querem a guarda de crianças, bem como os juízes que julgam em favor da impiedade, como mostra tão claramente a Palavra do nosso Deus no Salmo 82. O texto fala por si só:
Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios? (Selá.)
Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado.
Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.” Salmo 82:2-4
(grifos meus)

Conclusão

A igreja evangélica brasileira não pode permanecer fechada em seus problemas internos, adormecida e passiva enquanto a iniquidade recebe status institucional. É preciso alertar líderes em todo país para que estes informem e instruam os membros de suas igrejas a tomarem uma posição mais ativa em relação a esses temas, orando, se unindo como povo de Deus (deixando de lado barreiras denominacionais), cobrando uma posição de seus representantes eleitos (deputados e senadores) e principalmente, buscando a cada dia conhecer mais o Senhor e instruir nossas crianças, adolescentes e jovens sobre as verdades bíblicas imutáveis e inegociáveis.
E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão.” Lc 19:40
Que Deus não precise levantar pedras em nosso lugar!
Bibliografia


Bíblia Sagrada, Bíblia de referência Thompson, Edição Contemporânea

Seminário Betel Brasileiro – Niterói/RJ

Curso: Bacharel em Teologia

2º Semestre/2010

Ética Cristã

Profª Marilene Zago




















Avaliação Ética sobre o PNDH-3


Ivanil Bousquet Agostinho
Danielle de Carvalho Monteiro



Novembro de 2010

Índice


O que é o PNDH-3 e o que ele pretende 3
Plano Nacional de Direitos Humanos ou Inumanos 5
Os que defendem o PNDH-3 o fazem com base em 6
Qual deve ser o posicionamento da Igreja de Cristo no que diz respeito à política? 8
Argumentação ética e teológica 10
Conclusão 20
Bibliografia 21

O que é o PNDH-3 e o que ele pretende


PNDH-3 é o Programa Nacional de Direitos Humanos aprovado por meio do decreto presidencial nº 7.037/2009 em 21 de dezembro de 2009. Esse programa substitui o PNDH-1 (1996) e o PNDH-2 (2002), ambos decretados pelo ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. O mesmo foi revisado em alguns pontos polêmicos (devido à reação de alguns setores da sociedade como a Igreja Católica e a imprensa) no decreto nº 7.177 de 12 de maio de 2010.
O PNDH-3 foi elaborado e é coordenado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos criada em 1997 e subordinada ao Ministério da Justiça. A mesma ganhou status de Ministério no início do governo Lula.
O PNDH-3 está estruturado em Diretrizes, Objetivos Estratégicos e Ações Programáticas.
Segundo informações oficiais, o PNDH-3 pretende implementar ações específicas relativas aos Direitos Humanos, visando a promoção da igualdade de direitos entre os cidadãos, em diversos segmentos da sociedade civil, conforme seus eixos orientadores e suas respectivas diretrizes, através dos Ministérios e Secretarias Especiais do Governo Federal.
Apesar do PNDH-3 possuir pontos positivos e relevantes para a sociedade, tais como os citados abaixo...
Erradicar o trabalho infantil, bem como todas as formas de violência e exploração sexual de crianças e adolescentes nas cadeias produtivas, com base em códigos de conduta e no Estatuto da Criança e do Adolescente.” Diretriz 4, Objetivo Estratégico I, Ação programática h (pág. 38)
Garantir pesquisa e programas voltados à agricultura familiar e pesca artesanal, com base nos princípios da agroecologia.” Diretriz 4, Objetivo Estratégico II, Ação programática c (pág. 40)
Combater a pornografia infanto-juvenil na Internet, por meio do fortalecimento do Hot Line Federal e da difusão de procedimentos de navegação segura para crianças, adolescentes, famílias e educadores.” Diretriz 4, Objetivo Estratégico IV, Ação programática f (pág. 82)
...Há, contudo, diversos pontos polêmicos em que são observados direitos a certos grupos minoritários em detrimento dos direitos da maioria da população que, sem perceber, (visto que a grande maioria da sociedade é desinformada a respeito do PNDH-3), os perde. Princípios morais e éticos, principalmente da família, são gravemente desrespeitados por este programa, que vale a pena lembrar, já está em plena vigência com o objetivo de cumprir gradativamente seus propósitos escusos, disfarçados em meio a boas ações, como as citadas acima, mas que de fato, as ações que mais interessam e mais ganham urgência de implementação são aquelas que ferem princípios éticos, cristãos, e principalmente, bíblicos, visando instaurar não uma democracia como afirma o PNDH-3, mas uma ditadura em que uma minoria (totalmente descomprometida com Deus e sua Palavra, evidentemente) estabelece suas vontades sobre a maioria, ou seja, justamente o inverso daquilo que deve ser uma democracia (governo do povo).
"Tenho reiterado que um momento muito importante de nosso mandato foi a realização da 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, travestis e transexuais, em 2008, marco histórico na caminhada para construirmos um país sem qualquer tipo de intolerância homofóbica." Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República (PNDH-3, página 12)


Declarações como esta, do governante máximo do país, mostram o tipo de proposta de um governo que aprovou este plano por decreto em uma data, no mínimo, suspeita: num final de ano em que a população de um modo geral está voltada para as festas de fim de ano e tanto o Legislativo como o Judiciário estão em recesso. Fica muito claro qual a intenção em aprovar o PNDH-3 numa época desta: A de passar totalmente desapercebida pela sociedade.


Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão.” Isaías 10:1


Plano Nacional de Direitos Humanos ou Inumanos

Plano Nacional de Direitos Humanos quando os direitos defendidos não ferem os direitos da sociedade como um todo, como:
  1. o direito da liberdade de expressão (de se posicionar contra o homossexualismo, de poder praticar sua fé, etc.)
  2. o direito à vida (do feto – que não é uma extensão do corpo da mulher, mas sim uma vida!) e quando não distorcem valores elementares da família que é a base da sociedade.
c) o direito da propriedade privada

Plano Nacional de Direitos Inumanos quando o que se pretende é institucionalizar:
  1. a sodomia (PLC 122/06);
  2. o aborto;
  3. a perda do direito dos pais de educarem seus filhos com correções (sem violência, é claro);
  4. a baderna através de movimentos dito sociais

Os que defendem o PNDH-3 o fazem com base em...

Os defensores do PNDH-3 baseiam seus argumentos na tese de que é preciso combater desigualdades em todos os aspectos sociais, bem como eliminar da sociedade todo e qualquer tipo de preconceito (segundo a sua visão), remover estereótipos e com isso, tornar a sociedade igualitária.
O respeito, defendido pelo PNDH-3, às diferenças étnico-raciais, etárias e de pessoas com deficiência são, na verdade, camuflagens que escondem os reais propósitos do programa, que são o de fazer com que a sociedade aceite como normais, desvios de comportamento e personalidade de indivíduos, que são os maiores interessados no êxito do PNDH-3.
Para conseguir a aprovação (moral e ética) por parte da sociedade de que é preciso reconhecer, em outras palavras, aceitar, que um desvio de personalidade e comportamento como a prática homossexual, na verdade, é identidade e orientação sexual, temos visto nos últimos anos uma grande propaganda falaciosa em torno de uma palavra, até então, desconhecida, mas que agora está em foco na imprensa, nas ações governamentais, e infelizmente, até nas escolas, que é homofobia, nome dado ao “preconceito”, ou melhor, a não aceitação da prática homossexual como um comportamento normal. Com base nessa palavra, que tem sido grandemente veiculada nos meios de comunicação, há toda uma campanha mentirosa para mostrar que o grupo denominado LGBT (Lésbicas, gays, bissexuais e travestis) são vítimas constantes de ataques de violência e discriminação, está a todo instante na TV, rádio, jornais, revistas e na internet. Como disse o ministro da propaganda nazista de Hittler na 2ª guerra mundial, Joseph Goebbels: “Uma mentira dita cem vezes, torna-se uma verdade”. Com base nesta linha de raciocínio, o Partido Nazista conseguiu convencer o povo alemão que havia vários inimigos que deveriam ser combatidos (principalmente o povo judeu) e exterminados todos os que tinham posicionamento contrário aos seus ideais. A história se repete!
Uma das principais alegações dos defensores do PNDH-3, nos seus pontos mais polêmicos, é a de que grupos minoritários (homossexuais e prostitutas) são discriminados e vítimas de preconceitos, e principalmente, de violência. Sabemos, porém, que esses grupos, na verdade, é que são extremamente violentos quando contrariados. No ano de 2009, no cruzamento da Avenida Chile com a Rua do Lavradio, no centro do Rio de Janeiro, um homem estava caído, sangrando, aparentemente atingido por facadas ou algum outro objeto cortante; testemunhas viram travestis se aproximarem e dizerem: “Esse cara ainda não morreu?”. Fatos como esses não são noticiados. Concluímos, portanto, que toda essa propaganda do governo e da mídia é totalmente tendenciosa.
Outra alegação é que o aborto é um tema de saúde pública (conforme alteração da ação que visava propor projeto de lei para descriminalização, ou seja, legalização do aborto), onde várias mulheres morrem anualmente por falta de atendimento médico adequado, por complicações em decorrência do aborto feito em clínicas clandestinas ou por procedimento caseiros. Porém nenhuma mulher que busca auxílio médico nessas condições (após ter realizado o aborto) deixa de receber atendimento seja na rede pública de saúde ou na particular. O que se pretende é defender o “direito” da mulher em se livrar de uma vida (que muitos alegam ser apenas uma extensão do corpo da mulher) indesejada que não pediu para ser gerada. E onde fica o direito que o feto tem de viver?
Podemos deixar algumas perguntas para reflexão:
  1. Se alguma pessoa, seja quem for, sofrer qualquer tipo de violência, já não existe um código penal para punir o agressor?
  2. Se os principais defensores do PNDH-3 podem se expressar contra aqueles que não aceitam as práticas imorais defendidas por eles, por que aqueles que prezam pela moral, pela família (como ela é de fato constituída, por um homem e por uma mulher, e filhos) não podem se posicionar contra a imoralidade?
  3. Chamar alguém de “homofóbico” simplesmente pelo fato de não concordar com a prática homossexual, com a união civil entre pessoas do mesmo sexo, com a adoção de crianças por casais dito “homoafetivos”, não é um preconceito?
  4. Se a Constituição garante, no artigo 5º, parágrafo IV, que “é livre a manifestação do pensamento”, por que o PLC 122/06 que foi aprovado na Câmara dos Deputados e tramita no Senado, pretende criminalizar a homofobia, ou melhor, tratar como criminoso aquele que se manifestar (conforme direito constitucional) contrário à prática homossexual?


E, como eles não se importaram em ter conhecimento de Deus, ele os entregou a um sentimento pervertido, para fazerem coisas inconvenientes. Estão cheios de toda iniqüidade, prostituição, malícia, inveja, homicídio, contenda, engano e malignidade. São murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; são néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia. Embora tenham conhecimento da justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam
Rom 1:28-32 (grifos meus)




Qual deve ser o posicionamento da Igreja de Cristo no que diz respeito à política?

Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.” Mat 5:13-14 (grifos meus)

Quando o Senhor Jesus proferiu essas palavras a respeito dos seus discípulos, portanto, à sua igreja, Ele estava mostrando que aqueles que lhe seguem não poderão, em absoluto, ter uma passagem apagada neste mundo, mas ser sal e luz neste mundo mau.

Ser sal é dar sabor, é temperar, é fazer toda a diferença, mas o que temos visto hoje é que muitos não tem “salgado” como devia, e por isso, são “pisados” pelos homens. Vejamos o caso em que dois deputados do Distrito Federal são gravados “orando” em “agradecimento” pela propina recebida em 2009. E tantos outros casos em que líderes evangélicos se envolvem com a política com um discurso de que é necessário os evangélicos terem representação política, mas que na prática, se veem comprometidos com esquemas, que na maioria dos casos, visa seu próprio favorecimento. É necessária, sim, uma representação verdadeiramente comprometida com o Evangelho do Senhor Jesus, para fazer a diferença, tanto para aprovação de leis que favoreçam não só o povo evangélico, mas a sociedade em geral, e principalmente, para garantir a liberdade religiosa que ainda gozamos e para impedir que projetos como o PLC 122/06, que torna crime toda e qualquer manifestação contrária à prática homossexual, sejam aprovados.

Ser luz é fazer com que olhos sejam abertos em meio às trevas, é iluminar a nossa cidade, o nosso estado, a nossa nação. Vejamos a tabela abaixo com o número de evangélicos no país de 1970 a 2000, conforme os censos do IBGE.

Ano
População Total
Evangélicos
Percentual
1970
93.139.037
4.814.728
5,17%
1980
119.002.706
7.885.846
6,62%
1991
146.825.475
13.189.284
8,98%
2000
169.872.856
26.184.941
15,41%
Fonte: IBGE

As estimativas apontam para 30 milhões de evangélicos em 2010. Se o número de evangélicos é tão expressivo, por que não fazemos a diferença nesta geração? A igreja de Cristo deve se posicionar na política com as seguintes ações:

  1. Orar pelas autoridades constituídas
Admosto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;
Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador” I Tim 2:1-3
  1. Escolher melhor seus candidatos nas eleições
Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme.” Pv 29:2
  1. Estar informado e informar os outros sobre questões políticas, principalmente as que podem afetar a nossa tranqüilidade
Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimentoPv 3:13
  1. Cumprir os deveres como cidadãos
Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.” Rom 13:1-7






Argumentação ética e teológica

Serão analisadas, com base na Ética geral, e principalmente, à luz das Sagradas Escrituras, três ações programáticas específicas do PNDH-3.
Diretriz 10: Garantia da igualdade na diversidade.
Objetivo estratégico I:
Afirmação da diversidade para construção de uma sociedade igualitária.
Ações programáticas:
a)Realizar campanhas e ações educativas para desconstrução de estereótipos relacionados com diferenças étnico-raciais, etárias, de identidade e orientação sexual, de pessoas com deficiência, ou segmentos profissionais socialmente discriminados.
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República; Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República; Ministério da Cultura.
(grifos meus)
Análise Ética
A Constituição Brasileira de 1988 no artigo 5º diz: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...”. (grifos meus)
Se a Carta Magna do país já afirma que perante a lei, todos são iguais, ou seja, possuem os mesmos direitos e deveres, então por que o texto supracitado do PNDH-3 fala de uma sociedade igualitária? Igualitária em que sentido, uma vez que a Constituição já garante que todos são iguais perante a lei? Na alínea a do item “Ações programáticas” vemos um item chamado “identidade e orientação sexual” o qual, segundo determina a ação, deve ser alvo de “campanhas e ações educativas para desconstrução de estereótipos”. Fica claro o propósito desta ação: Desconstruir, ou seja, remover, romper com todos os conceitos tradicionais da sociedade no que diz respeito à relação natural e normal entre homem e mulher, da família constituída por pai (homem) e mãe (mulher), e por conseqüência natural reprodutiva, dos filhos.
Quando se fala de campanhas, fica claro que se trata esforços coordenados para se conseguir tais objetivos. Quando se fala de ações educativas, a situação é mais preocupante, pois mostra que o alvo principal de tais ações serão crianças, adolescentes e jovens, que sofrerão, ou melhor, já tem sofrido por parte, principalmente da mídia, grande “bombardeio” de propagandas pró-homossexualismo, seja em novelas, filmes, até em desenhos animados como, por exemplo, “Bob Esponja” e “Teletubbies” em que um personagem (tido como um menino) se vestia de saia e usava bolsas femininas. É importante observar, porém que quando a propaganda de inversão de valores está na televisão, os pais ainda podem ter controle (os que ainda tem) sobre o que os filhos devem ou não assistir, mas quando se fala de campanhas e ações “educativas” partindo do próprio governo, é difícil saber onde isso vai parar e os estragos que isso certamente fará nas próximas gerações.
Paradas gays, dia do “beijaço” gay já fazem parte do calendário de várias cidades brasileiras. Vivemos numa geração com valores totalmente invertidos, tanto que muitos vêem essas manifestações pró-homossexualismo como absolutamente normais.
Se conforme a Constituição, todos tem direito à liberdade, e se as pessoas do grupo chamado LGBT (Lésbicas, gays, homossexuais e travestis) tem direito à manifestações públicas daquilo que eles defendem como certo, por que aqueles que são contra tais práticas não tem o direito de se manifestar? Se os pais de uma criança forem contra a exibição de uma palestra ou de uma “aula” audiovisual com a temática pró-homossexual na escola de seu filho, serão taxados de retrógados, de preconceituosos.
Para concluir, no mesmo artigo 5º da Constituição Brasileira, vejamos o que diz o parágrafo IV:
é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”
É preciso que a sociedade que preza por valores tradicionais e morais da família brasileira, exerça esse direito que a própria Constituição nos garante de ter liberdade de se expressar e começar a agir, antes de seja tarde demais.
O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” Martin Luther King


Análise Teológica
Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” Is 5:20
O texto no profeta Isaías é claro em mostrar que Deus não tolera aqueles que invertem valores. Deus, em sua obra criadora, fez cada coisa no seu devido lugar e nada Ele fez sem um propósito bem definido. No relato da criação a primeira coisa que Deus traz à existência no mundo é a luz: “E disse Deus: Haja luz. E houve luz.” Gen 1:3. Não obstante ter criado a luz, Ele fez também separação entre a luz e as trevas: “E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.” Gen 1:4. Ficava claro aqui que para Deus a luz a as trevas jamais poderiam se misturar ( “E que comunhão tem a luz com as trevas?” II Cor 6:14b ), e o texto não se refere à separação entre dia e noite com os luminares (sol e lua) que só foram criados no quarto dia, mas uma separação total e irrestrita entre a luz e as trevas ( “E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.” I Jo 1:5 ).
Após Deus ter criado todas as coisas: o sol, a lua, a terra seca, a fauna e a flora, Ele cria o homem no sexto dia como coroa de sua criação para que esta lhe estivesse sujeita, mas Deus viu que o homem não poderia viver sozinho e sua tarefa não poderia ser cumprida se não estivesse acompanhado ( “E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.” Gen 2:18 ). Podemos nos perguntar: Mas Deus não estava com Adão? Não tinha Ele comunhão com o homem? Sim, mas Deus mostra o seu propósito de, a partir da criação da mulher da costela de Adão, povoar toda a terra com a raça humana ( “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.” Gen 1:28 ).
É criada, então, a primeira instituição da humanidade, pelo próprio Deus: A família. ( “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” Gen 2:24 ). E esta instituição vem sendo perseguida pelo diabo desde o Éden quando ele consegue induzir a mulher a desobedecer a ordem divina de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, a qual também seu marido comeu, e toda a humanidade e toda a criação sofreu com essa desobediência.
E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos e abrolhos também te produzirá; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.” Gen 3:16-19
E como isso começou? Com uma inversão de valores, uma inversão de ideias propostas pela serpente, o diabo que é o pai da mentira: “E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.“ Gen 3:2-4
Deus disse: “Certamente morrereis”, o inimigo disse: “Certamente não morrereis”.
O pecado da homossexualidade é, certamente, um dos mais abomináveis a Deus ( “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.” Lev 18:22 ) porque deturpa a criação original de Deus ( “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gen 1:27 ), bem como seus propósitos de perpetuar a raça humana, pois é evidente que uma pessoa só pode nascer da relação natural entre um homem e uma mulher. É fato que esse pecado é bastante antigo: vejamos a destruição de Sodoma, Gomorra e as cidades circunvizinhas pela ira divina ( “Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o SENHOR.” Gen 13:13 – “Então o SENHOR fez chover enxofre e fogo, do SENHOR desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra. E destruiu aquelas cidades e toda aquela campina, e todos os moradores” Gen 19:24-25 ), uma pequena mostra da ira futura de Deus que cairá sobre todos aqueles que praticam a iniquidade ( “Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo.” Mal 4:1 ).
O que havia em Sodoma, e mais tarde também na cultura grega e romana, era uma institucionalização da homossexualidade que era considerada por essas sociedades como algo normal. Quando isto, ou seja, a normalização da iniquidade se estabelece, certamente aquela sociedade não ficará impune. ( “Por isso a terra está contaminada; e eu visito a sua iniqüidade, e a terra vomita os seus moradores.” Lv 18:25 ). O texto em questão está no mesmo contexto em que Deus adverte o povo hebreu a não praticar os mesmos atos dos cananeus, ou seja, homossexualismo e relações sexuais com animais ( Lv 18:22-23 ).
O que temos visto na sociedade moderna é uma volta às práticas abomináveis dessas sociedades, desses povos, que todos, sem exceção, receberam o justo juízo de Deus.
Na sociedade romana, como já citado, era comum a prática homossexual. O que leva o apóstolo Paulo, em sua carta à igreja em Roma, escrever o seguinte:
Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.
Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.” Rom 1:21-27
O texto em Romanos citado acima retrata muito bem o que estamos vivendo na sociedade pós-moderna: O desprezo e a inversão dos valores de Deus: “pois mudaram a verdade de Deus em mentira”. O relativismo onde nenhuma verdade é considerada como absoluta, mas tudo depende da ótica de quem vê. Porém o Senhor Jesus em sua oração sacerdotal pelos discípulos em João 17:17 declarou: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. A palavra de Deus é a única verdade, verdade esta encarnada em Jesus, como Deus Filho: “Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim” Jo 14:6.
O mundo hoje vive aquilo que Jesus profetizou quando falava com os discípulos sobre os tempos do fim: “e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” Mat 24:12. O que é pretendido quando se fala em realizar campanhas e ações “educativas” nada mais é do que o esforço em não se contentar em viver somente a sua iniquidade, mas de multiplicá-la, ou seja, de disseminar cada vez mais o pecado.
O momento para a igreja é de estar firme na Rocha Eterna que é Jesus, buscando a cada dia a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, pois no último capítulo do último livro da Bíblia, o Apocalipse, Deus mostra categorias de pessoas diferentes que seguirão firmes nos seus propósitos: “Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.” Ap 22:11. Que os que estão se sujando no lamaçal do pecado e os que estão praticando a injustiça, estão fazendo isso com intensidade cada vez maior, é um fato notório e profético, ou seja, é necessário que se cumpra. A posição da igreja deve ser, portanto, com a mesma ou talvez maior intensidade, praticar a justiça e se santificar, pois sabemos que quando o cálice da ira de Deus se encher, essa ira será derramada sobre todo aquele que pratica a iniquidade, mas nós aguardamos o raiar de um novo dia, quando o sol da justiça nascerá para aqueles que amam o Senhor e aguardam a sua vinda.


Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça.” Rom 1:18 (grifos meus)
e esperardes dos céus a seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira vindoura.” I Ts 1:10 (grifos meus)






Diretriz 19: Fortalecimento dos princípios da democracia e dos Direitos Humanos nos sistemas de educação básica, nas instituições de ensino superior e outras instituições formadoras.
Objetivo Estratégico I:
Inclusão da temática de Educação e Cultura em Direitos Humanos nas escolas de educação básica e em outras instituições formadoras.
Ações Programáticas:
a)Estabelecer diretrizes curriculares para todos os níveis e modalidades de ensino da educação básica para a inclusão da temática de educação e cultura em Direitos Humanos, promovendo o reconhecimento e o respeito das diversidades de gênero, orientação sexual, identidade de gênero, geracional, étnico-racial, religiosa, com educação igualitária, não discriminatória e democrática.
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Educação; Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
(grifos meus)
Análise Ética
No portal do MEC, podemos ver nos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (1ª A 4ª SÉRIE) de 1997 (isto mesmo: 1997!), ou seja para CRIANÇAS ENTRE 7 E 10 ANOS DE IDADE, o mostrado abaixo:
“O trabalho de Orientação Sexual visa propiciar aos jovens a possibilidade do exercício de sua sexualidade de forma responsável e prazerosa. Seu desenvolvimento deve oferecer critérios para o discernimento de comportamentos ligados à sexualidade que demandam privacidade e intimidade, assim como reconhecimento das manifestações de sexualidade passíveis de serem expressas na escola.” (pág 24)
A discussão sobre gênero propicia o questionamento de papéis rigidamente estabelecidos a homens e mulheres na sociedade, a valorização de cada um e a flexibilização desses papéis.” (pág 24)
Fonte: portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro081.pdf


Trecho do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para o ano de 2011:
Tendo em conta o caráter educativo do ensino e aprendizagem de Língua Estrangeira no contexto focalizado aqui, valoriza-se particularmente o enfoque intercultural e a exposição à diversidade, à heterogeneidade constitutiva das línguas e culturas. Assim, espera-se que, nas coleções, sejam abordadas, sem o uso de estereótipos e de preconceitos, temáticas e situações que representem os legados sócio-culturais (folclore, canções, produções artísticas e artesanais diversas, culinária etc.) de:
· diversos territórios, espaços e momentos relacionados aos povos que falam essa língua estrangeira;
· diferentes grupos sociais, étnico-raciais e etários, diferentes gêneros, orientações sexuais, condições físicas etc.”
Fonte: www.abrale.com.br (pesquisa feita em 18/11/2010)


É estarrecedor ver como há toda uma máquina do governo, sustentada pelos impostos dos cidadãos, é utilizada com os propósitos mais obscuros possíveis, transmitir a crianças na faixa etária de 7 a 10 anos, assuntos que despertarão nos mesmos, de forma prematura, a sexualidade e a promiscuidade.
O mesmo governo que define a faixa etária apropriada para os programas de televisão e que diz que é preciso combater a pedofilia, traz ao ambiente escolar (onde os pais não estão presentes) assuntos que nem de longe tem um caráter infantil, mas esses mesmos assuntos tendenciosos querem formar mentes em processo de formação do caráter e da personalidade, toda uma ideia de normalidade daquilo que é contrário à natureza.
Crianças nesta idade não possuem defesa psicológica para resistir a tais cargas de “educação”. E como a maioria dos pais está tão atarefado com os deveres diários que não tem tempo de perceber o que se passa na mente de seus filhos, e muitos nem sequer se interessam em saber o que eles estão aprendendo na escola, o que facilita ainda mais a absorção de valores distorcidos por parte da criança.


Análise Teológica
Em certa ocasião, quando crianças procuravam estar com Jesus, vê-lo, falar com ele, e seus discípulos as impediam. “Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: “Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque de tais é o reino de Deus.” Mc 10:14.
A afirmação de Jesus mostra como Deus vê as crianças, como seres puros, cheios de inocência e simplicidade, a ponto de afirmar que o reino de Deus é das crianças. O que ele queria dizer com isto, vemos uma explanação melhor em Mat 18:3: “e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.”. Neste mesmo contexto em que Jesus havia colocado no meio dos discípulos uma criança, ele diz algo que nos faz ter absoluta certeza de que aqueles que, por meio da educação, ao invés de ensinar o que é reto, ensinam o que é impuro, lançando, dessa maneira, tropeços aos pequeninos.
Qualquer, porém, que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos tropeços! pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço vier!” Mat 18:6-7
O texto sagrado não deixa dúvidas quanto ao cuidado de Deus para com as crianças. Quando um programa como o PNDH-3 propõe ensinar a crianças desvios de conduta como aceitáveis, certamente um tropeço está sendo colocado em seu caminho, e Deus não tomará essas pessoas por inocentes. Foi Jesus quem afirmou isto.
Contudo, mesmo em meio a esse quadro que ora se desenha com leis como essas, se as crianças que não conhecem a Jesus, receberem a mensagem do Evangelho e se as crianças que servem a Deus com seus pais, forem devidamente instruídas conforme Pv 22:6 “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”, sabemos que a Palavra de Deus é fiel e verdadeira; essas crianças instruídas à luz das Escrituras Sagradas, mesmo crescendo numa geração má e corrompida, não se desviarão dos princípios da Palavra e serão luz em meio à trevas: “a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.” Jo 1:5
Que a igreja, os pastores, os líderes de departamentos de ensino, que os professores e professoras de Escola Bíblica Dominical, e principalmente os pais, possam se esmerar cada vez mais no ensino da Palavra para as nossas crianças e adolescentes, para que quando esta geração passar, as crianças e adolescentes de hoje, que serão os adultos de amanhã, serão os pastores, os líderes, os professores da próxima geração, estejam firmados na Palavra e prontos para toda boa obra.
É preciso seguir o conselho do Senhor em Dt 6:6-9 “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas” para que possamos ter a marca do sangue do Cordeiro em nossas casas. Assim, o destruidor não entrará! Aleluia ao Senhor Deus!


Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários para fazeres calar o inimigo e vingador.” Salmo 8:2



Diretriz 9: Combate às desigualdades estruturais.
Objetivo estratégico V:
Garantia do respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero.
Ações programáticas:
c)Promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos.
Responsáveis: Ministério da Justiça; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.
(grifos meus)
Análise Ética
O termo “homoafetivos” foi criado pela desembargadora Maria Berenice Dias, do Rio Grande do Sul. Seguem alguns trechos de uma entrevista dada à Revista Justilex em fevereiro de 2005:
Por qual motivo a senhora resolveu se dedicar a questões ligadas às uniões homoafetivas?
Maria Berenice Dias - O termo homoafetivo fui eu quem criei, é um neologismo. Ao lidar com o Direito de Família, me dei conta de que não havia norma regulando as uniões de pessoas do mesmo sexo. Levei um choque, pois vi que elas não eram julgadas pelas Varas de Família. No máximo, equiparam a união homoafetiva à sociedade de fato.”
Desta forma, criei o termo homoafetivo, pois o termo homossexual é estigmatizado”

De fato, vemos que o conceito de família tradicional (e bíblica) está gravemente abalado. Os termos são modificados para ludibriar a sociedade tradicional, que em geral não concorda com essas práticas.
Há quem afirme que uma criança convivendo numa “família” cuja base é a união entre duas pessoas do mesmo sexo, não influencia a criança e adolescente quanto à sexualidade, entretanto a psicologia mostra que a maneira de viver de uma família, principalmente dos responsáveis, tem grande influência sobre a formação do caráter de uma criança/adolescente e terão um fator determinante sobre o tipo de adulto que elas serão no futuro.

Não satisfeitos com todas as distorções do governo em relação a dignidade, ele ainda propõe a adoção de crianças por casais homossexuais e recomenda que o legislativo venha favorecer tal prática, imagine a confusão na cabeça de uma criança que vive com pessoas do mesmo sexo que se relacionam sexualmente, que educação ou orientação elas terão? O governo não se preocupou sequer com a saúde mental das crianças e seu bem estar. O abandono de criança é um problema? É! Mas não podemos achar que isso tem que se resolver da maneira mais fácil. É como se fossemos resolver o problema dos mendigos colocando-os apenas dentro de uma casa e se se livrando do peso na consciência. E, a comida, a bebida e o essencial para a sobrevivência? Tem que se criar toda uma estrutura real, verdadeira e, sobretudo saudável, não é adotando crianças a casais homossexuais que estaremos dando uma vida digna para ela. Queria achar que este decreto tivesse sido escrito por loucos, mas isso é uma maldade contra aqueles que possuem algum tipo de distúrbio mental, porque eu estaria os chamando de diabólicos, e eles isso não são. O presidente Lula agiu com seus membros com a maldade diabólica e anticristã.”
http://danielcneves.wordpress.com/decreto-de-lei-7-037-pndh-3/
O que será de nossas crianças? Desconstrução da “heteronormatividade”
Querem levar nossas crianças a aceitar o anti-natural!”
(por Daniel Martins dfsmartins@gmail.com)

Quando vamos educar nossos filhos, uma das coisas primordiais é mostrar o que é certo e o que é errado. A educação dos filhos depende de coisas elementares, como o convívio entre os irmãos, a limpeza, o vocabulário, etc. Há outras coisas que nem é preciso ensinar, pois estão na própria natureza humana. Uma delas é a diferença entre homens e mulheres. Outra é o fato de que o homem só se casa com uma mulher, e que uma mulher só se casa com um homem!
O PNDH-3 e o Governo chamam essas evidências de “heteronormatividade”. Para eles, isso é produto de uma sociedade “discriminatória”. Como chamar de “discriminatório” a própria ordem natural das coisas? Como chamar de “discriminatório” ao próprio Deus, que assim dispôs, na sua infinita Sabedoria?
O PNDH-3 não só critica a “heteronormatividade”, mas quer criar um sistema de informação e educação para “desconstruir” essa noção natural da sociedade. Para onde isso nos levará? Sodoma e Gomorra…”
http://www.ipco.org.br/home/pndh-3
Análise Teológica
Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus, no seu lugar santo.” Salmo 68:5

A Palavra de Deus mostra com clareza a preocupação e o cuidado de Deus para com os órfãos e as viúvas. O texto acima nos diz que Deus é Pai dos órfãos. Ora, se Deus é Pai dos órfãos, fica evidente que estes não estão desamparados. Mas alguém poderá dizer: “Não há tantos maus tratos aos órfãos, nos abrigos, nas ruas, etc.?”. Sim, os maus tratos partem dos homens, não de Deus. De Deus vem a justiça e equidade, dos homens a injustiça e a iniquidade. O Salmo 68 continua afirmando:

Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca.” Salmo 68:6

Deus faz com que o solitário viva em família. Família em sua essência, assim como Deus a instituiu no Éden, não uma pseudo família criada para atender os padrões defendidos por uma minoria homossexual.
Decidir o futuro de uma criança com base num argumento de que o que realmente importa é o afeto e o “amor” que a criança irá receber, mostra claramente todo o relativismo sobre a palavra “amor”.
Não removas os limites antigos nem entres nos campos dos órfãos” Pv 23:10
Querem remover limites antigos, ou seja, remover os valores morais e éticos que são a base da família e da sociedade para instituir o anormal como normal. Quando o texto fala de que não se deve entrar nos campos dos órfãos, entendemos que Deus vela pelo direito dos órfãos de não sofrerem com a opressão de terem de conviver diariamente com a iniquidade, de ter uma verdadeira confusão mental, de não saber mais o que é certo e o que é errado, de ter que conviver com o escárnio dos colegas de escola e vizinhos. Certamente Deus não deixará impunes tanto os homossexuais que querem a guarda de crianças, bem como os juízes que julgam em favor da impiedade, como mostra tão claramente a Palavra do nosso Deus no Salmo 82. O texto fala por si só:
Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios? (Selá.)
Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado.
Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.” Salmo 82:2-4
(grifos meus)

Conclusão

A igreja evangélica brasileira não pode permanecer fechada em seus problemas internos, adormecida e passiva enquanto a iniquidade recebe status institucional. É preciso alertar líderes em todo país para que estes informem e instruam os membros de suas igrejas a tomarem uma posição mais ativa em relação a esses temas, orando, se unindo como povo de Deus (deixando de lado barreiras denominacionais), cobrando uma posição de seus representantes eleitos (deputados e senadores) e principalmente, buscando a cada dia conhecer mais o Senhor e instruir nossas crianças, adolescentes e jovens sobre as verdades bíblicas imutáveis e inegociáveis.
E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão.” Lc 19:40
Que Deus não precise levantar pedras em nosso lugar!
Bibliografia


Bíblia Sagrada, Bíblia de referência Thompson, Edição Contemporânea


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